Vivemos em um mundo estruturado para quem opera nas sombra (por isso o medo que botam nas sombras?). Quem detém o poder não joga limpo e não mantém as cartas na mesa: tudo é dito nas entrelinhas. O sistema dita regras invisíveis para que a maioria permaneça sem recursos, sem vocabulário e sem repertório. Quando faltam recursos linguísticos e informacionais, a manipulação se torna a norma. As pessoas são silenciadas e esmagadas sem sequer entender o potencial gigante que carregam dentro de si. E por que aceitam isso? Porque não são ensinadas a pensar o contrário.
Por uma década, tentei caber em uma caixa que nunca foi do meu tamanho. (Em algumas caixas na verdade, a primeira que eu consegui sair, foi da minha cidade). Outro exemplo é o modelo tradicional de trabalho, a engrenagem engessada da CLT, nos é vendida como o único destino possível. Mas o preço desse crachá é pesado demais: ele esmaga o tempo, sufoca a arte e adia os nossos maiores objetivos de vida. Tentar se adaptar a um sistema doente não é sinal de saúde. A repulsa por esse modelo não é preguiça; é o instinto de autonomia gritando para retomar as rédeas do nosso próprio rolê.
A verdadeira segurança não vem de uma assinatura na carteira de trabalho; vem da capacidade de fazer o rolê acontecer. Meus pais passaram a vida na agricultura, sem CNPJ, sem termos técnicos de mercado e sem reuniões corporativas. Mas eles eram, em sua essência, empresários da terra. Saíram de uma classe pra outra, com muitos anos de trabalho. Eles investiam o próprio tempo no que era deles, geravam lucro e tinham autonomia. Se o sangue deles corre nas minhas veias, a submissão aos moldes tradicionais é uma impossibilidade biológica.
Tentaram me silenciar através do medo, da perseguição e do isolamento. Me forçaram a mudar de cidade, a recuar e a buscar o conforto emocional das quatro paredes de casa. (ou também era medo fazendo o meu corpo reagir assim). Mas o recolhimento deixou de ser uma prisão para se tornar estratégia. (pique novela das 9h, hehe). Se o mercado tradicional não tem espaços seguros hoje, as telas do meu computador serão o meu escudo. Minha casa agora é o meu quartel-general. É daqui de dentro que vou produzir riqueza com a minha mente e reaver cada centímetro do meu espaço por direito constitucional de liberdade.
O Rolê nas Entrelinhas não é um diário de desabafos; é uma empresa de comunicação e um ato de resistência. Uniremos a precisão da jornalista, a sensibilidade da escritora e a ambição da empresária visionária para:
- Trabalhar com Negócios (Business): Rentabilizar nossa estrutura, criar sites, vender e proporcionar conhecimento de uma maneira mais democrática e conquistar a independência financeira absoluta. O dinheiro na mão de quem tem propósito é ferramenta de libertação.
- Conhecer Novas Culturas e Pontos de Vista: Expandir as fronteiras geográficas e mentais através do digital, (sempre sonhei em conhecer novas culturas de perto) nos conectando com o mundo sem deixar de nos sentir seguras.
- Fazer um Trabalho Social: Entregar informação de verdade, quebrar as manipulações do sistema e dar voz e ferramentas linguísticas para que outras pessoas descubram o próprio potencial e também aprendam a chutar o balde (principalmente mulheres, mulheres que como eu já passaram por todos os tipos de abuso, físico, mental, espiritual, moral (trabalhista ou não), de todas as faixas de idade. E que de alguma forma ainda querem ou precisam da sua independência.

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